PSICOLOGIA DA MODA

Roupa nova traz autoestima?

No post anterior eu falei um pouco sobre autoestima. Então se você não leu, vale a pena conferir antes de inciar essa leitura. https://autoimagempositiva.com/?p=663 De qualquer forma, acho importante retomar o conceito de autoestima para que juntos possamos responder essa pergunta. 

O dicionário conceitua autoestima como: “qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”. Para a psicologia ela é uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma, podendo ser positiva ou negativa em algum grau, envolvendo emoções e influenciando comportamentos. 

Para quem ou para o quê nos vestimos?

autoestima

Existem várias pesquisas no âmbito da psicologia social que mostra que a roupa demarca um grupo, uma extratificação social, ou seja, a nossa roupa diz muito sobre a classe social a qual pertencemos. 

Uma das maiores necessidades do ser humano é ser aceito, amado e pertecencer a algum grupo. Sendo assim, é impossível negar a influência que o outro e os grupos têm sobre nós e o que vestimos, justamente pela necessidade de pertecer e ser aceito.

E é justamente aqui, na busca dessa aceitação e amor que muitas pessoas se perdem e acabam adoecendo. O ser humano não consegue viver sozinho numa bolha, em algum momento e em algum grau, precisamos nos relacionar e fazer parte de algum grupo, até para dizer quem somos e no que acreditamos. 

Acontece que muitas pessoas cometem verdadeiras loucuras para pertencer a determinados grupos, seja por busca de “status”, para fazer parte dos padrões impostos,  para alcançar alcançar objetivos pessoais e profissonais, ou por vários outros motivos. 

Normalmente uma pessoa que está sempre preocupadas com a aparência, que enxerga defeitos em si que muitas vezes são minúsculos ou irreais, que estar sempre realizando procedimentos estéticos e nunca estar satisfeita, é uma pessoas com baixa estima, lutando para pertencer a um grupo que não á aceita como ela é. 

Resumindo, nos vestimos para dizer quem somos, para sermos aceitos, amados e pertencer a grupos que para nós é importante por algum motivo. Nos vestimos também, para alcançarmos objetivos pessoais e profissionais. 

Roupa e autoestima

Existe sim uma relação entre roupa e autoestima. Isso acontece porque o jeito que uma pessoa se veste expõe seus sentimentos, que podem ser positivos ou negativos. A imagem pessoal envolve humor, emoções, história de vida, personalidade, valores pessoais, crenças e objetivos. 

Experimentar roupas novas possibilita um novo olhar em relação a si mesmo, podemos nos ver como pessoas diferentes, assumir uma nova identidade ou humor. 

Afinal de contas uma roupa nova, uma maquiagem e um acabelo arrazador pode entregar autoestima. 

autoestima
fonte: Myriam Zilles – pixabay

A resposta é sim e não. Se você está com sua autoestima em dia, provavelmente uma peça nova que vai de encontro com seu estilo, irá lhe proporcionar sentimentos positivos de segurança. Como resultado desse conjunto, o que se verá será emissão de pensamentos e comportamentos positivos em relação a si e nas suas relações. Porém, diante de uma pessoa com baixa estima, pouca ou nenhuma confiança em si, cheia de autoregras e sentimentos de baixa valia, o efeito não será o mesmo. NÃO existe roupa e maquiagem no mundo que entregará autoestima para essa pessoa, ou seja, nada será corporificado enquanto ela não trabalhar suas questões internas. 

Falei um pouco sobra o conceito de cognição indumentária no post https://autoimagempositiva.com/?p=417 . De forma bem resumida, a cognição indumentária argumenta que o que vestimos exerce uma influência nos nossos processos psicológicos, através da ativação de conceitos abastratos, associados através dos significados simbólicos.

Dessa forma, nossas roupas fazem mais do que influenciar o julgamento de outras pessoas sobre nós, elas podem influenciar como nos sentimos e o que pensamos. E tudo isso, afeta diretamente os nossos comportamentos. 

E quando falamos em simbologias, estamos nos referindo a um campo subjetivo e pessoal.  Assim sendo, recomendo a leitura do post mencionado acima para entender melhor esse conceito e também o conceito de corporificação, que de modo geral diz de incorporar todo o trabalho realizado externamente na  imagem pessoal de uma pessoa. 

Conclusão

psicologia da moda

Então é isso gente. Espero que tenha sido esclarecedor esse post, pois tenho acompanhado muitas publicidades nas  redes sociais utilizando a mudança na imagem pessoal (externo), como forma de trazer autoestima e consequentemente se comportar de maneira mais segura. Realmente isso acontece, mas com pessoas que já têm um relação de amor e aceitação consigo mesmo, caso contrário, nenhum trabalho de consultoria de imagem irá se sustentar a longo prazo. 

Portanto, finalizo com a seguinte frase Cuide da sua imagem pessoal, pois ela é extremamente importante para você alcançar seus objetivos pessoais e profissionais, mas não esqueça de trabalhar as questões internas em primeiro lugar, pois, do contrário, nada surtirá efeito, uma vez que, o que processamos externamente é o que estamos sentindo internamente.

Abraços e até o próximo post.

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